O Bombardeio das Informações e como lidar com elas

               O bombardeio de informações e como lidar com elas.

A chegada de um bebê é uma novidade para as famílias que estão tendo o primeiro filho. Geralmente, durante a gestação, os futuros pais, aproveitando-se das facilidades da internet e das TVs a cabo, vão buscar o maior número de informações possíveis sobre ‘todos’ os assuntos relacionados ao seu momento.

A geração atual de pais, em um ‘clicar’, além de ter acesso a todas as pesquisas atuais sobre o assunto, ainda podem se conectar com grupos de pessoas que estão vivenciando o mesmo momento e relatando as suas experiências.

Na ‘ Era do Conhecimento’, como não recorrer a ele para nos auxiliar?

Mas, como tudo na vida tem os dois lados, esse bombardeio de informações, também tem a sua faceta negativa.

Penso que dos pontos positivos não precisamos falar, pois eles são claros. O que requer a nossa reflexão, são os aspectos negativos desse ‘bombardeio’ de informações.

Para iniciarmos a nossa reflexão, convém primeiramente pensarmos sobre as características psicológicas do pós-parto, mais especificamente as características da mãe.

Em um próximo artigo, pretendo falar do pai, mas aqui iremos focar na mãe diante das enxurradas de informações.

As pesquisas falam que a mãe de pós-parto passa por um período de regressão emocional, que ocorre naturalmente. Com o propósito de entender o seu bebê, ela se identifica com ele. Isso explicaria certa confusão mental e dificuldade de resolver problemas, que seriam simples, antes da maternidade. A mãe se volta totalmente para o seu bebê e vivencia a fase da simbiose, onde mãe e bebê se confundem.

Claro que os assuntos que interessam à mãe são os assuntos sobre bebês e as mais diversas experiências que os outros podem compartilhar.

As suas antigas crenças e ideias sobre como criar filhos ‘caem por terra’, pois vivenciar essa experiência é completamente diferente de ler e escutar as experiências dos outros.

O sentimento de insegurança vivenciado nesse momento é normal; afinal, é tudo novidade, e a responsabilidade de ter um bebê para cuidar, contemplando todas as suas necessidades e desejos, não é fácil!

Se pensarmos no que demanda emocionalmente um filho, também temos que pensar na demanda física que ele exige da mãe, como a privação do sono, os colinhos constantes, a amamentação e etc.

Mas a internet existe para nos ajudar! E a facilidade de acessos aos vários sites, blogs, grupos é tentadora para quem precisa de ajuda.

Acontece que, se tratando dessa área, cada experiência é uma, percebida e sentida de um jeito e que se dá de diferentes formas, conforme a história de cada pessoa.

O vincular-se ao seu bebê e o que a mãe irá vivenciar é muito particular, pois tem relação com as suas vivências primitivas. A palavra primitivo, aqui, significa as experiências de quando ela(mãe) era bebê. Essa história da mãe- bebê com a sua mãe não é lembrada, mas está registrada e participa ativamente da vida adulta e é revivida intensamente quando nos tornamos mães. Ela é particular, única e verdadeira para aquela dupla.

Por isso que o que dá certo com uma dupla, mãe – bebê, pode não dar certo com outra, pois cada uma teve a sua história.

Diante disso, o ‘fazer certo ou errado’ fica relativo, pois é a dupla que irá descobrir o seu jeito.

Essa dupla, posteriormente, torna-se um trio, o que é importante para ‘quebra’ da simbiose e o crescimento emocional saudável do bebê.

Penso que algumas informações circuladas nas mídias são muito importantes, pois partem de pesquisas sérias e que têm relação com o bem estar do bebê, como, por exemplo, a portaria do Ministério da Saúde, que orienta sobre a posição correta de deitar o bebê . Outro exemplo: dar açúcar para bebês até dois anos. Hoje, sabe-se que o açúcar é prejudicial à saúde, então , evitamos. Mas se uma vovó colocar açúcar no suco do bebê, não precisamos crucificá-la! Afinal, todos estamos aqui e ingerimos muito açúcar na infância!

Mas retornando....

As informações que são comprovadamente científicas, devemos integrá-las no nosso jeito de criar os filhos, pois é o melhor pra eles. No entanto, talvez somente 20% das leituras tenham comprovação científica; então, por que nos inundarmos com informações que foram descobertas importantes para uma família, mas não significam que darão certo em outra? Por que não buscarmos o nosso jeito, já que não existe receita pra isso?

Será que conseguiremos criar os filhos como os franceses, os americanos, os alemães, se somos brasileiros e estamos permeados pela nossa cultura?

Refletindo a respeito, talvez essa busca por informações deixe a nova família protegida das angústias que o momento traz à tona. Mas não geraria mais angústia ter um monte de informações e não saber para onde correr?

Como seria importante nesse momento de construção da nova família a mãe e o pai discutirem e chegarem a um consenso do que faz sentido pra eles e do que o bebê precisa, respeitando as necessidades de cada um. Afinal, todos devem estar felizes para o bebê estar bem.

Ter um bebê significa mudança de vida, ajustes necessários, mas isso não precisa ser ruim ou significar anulação e privação dos desejos do casal.

O sono, a comida, a saúde, a rotina, a creche, a babá e tudo mais, são assuntos para serem discutidos e organizados em casa, entre o casal. Não existe certo e errado, o que existe é todos tentarem viver bem, com espaços garantidos.

O casal bem sintonizado, longe das interferências externas e dos radicalismos do ‘faz isso ou aquilo’, pode buscar o melhor para si, se permitir mudar de opinião, tentar de outro jeito e ter flexibilidade, o que passará uma mensagem positiva para o bebê.

Boas descobertas e boa sorte!

Abraço

Alana

Creche ou Babá? Algumas Reflexões

                         Creche ou Babá? Algumas reflexões.

Propomos nesse artigo algumas reflexões acerca do tema, creche ou babá, qual a melhor escolha?

Chamamos de reflexões, pois não temos a pretensão de dar respostas. O que pode ser muito bom para uma família pode ser ruim para outra. Afinal, somos diferentes e pensamos diferente. É claro que mudança de opinião é o que mais acontece quando temos filho. Várias das nossas crenças “caem por terra”, tendo em vista que toda a teoria pode ser boa, mas na hora da prática é diferente!

Procurei ser didática e objetivar os pontos positivos e negativos da creche e da babá.

Quando falo sobre as creches ou sobre as babás, estou considerando a ‘boa creche’ a que faz um trabalho cuidadoso e responsável e a ‘boa babá’ a que é experiente e comprometida com o seu trabalho.

Vamos enumerar então as vantagens da creche:

  1. A creche é um lugar que está preparado para receber crianças. Tanto o ambiente físico, como o clima do lugar, foram planejados, visando ao bem estar das crianças.
  2. Os profissionais que atuam no estabelecimento são preparados e qualificados para o atendimento ao bebê.
  3. Mais pessoas estão no ambiente, o que, além de dividir responsabilidades, serve de controle.
  4. Independente de qualquer problema, a escola estará lá. Se a professora faltar, terá alguém para substituí-la.
  5. Vários profissionais atuam nas diferentes áreas: psicóloga, nutricionista e etc.
  6. A família não se preocupa com as leis trabalhistas, portanto provavelmente seja mais econômico do que ter uma babá.
  7. Apesar de a criança não socializar até os dois ou três anos, ela gosta de ver as outras crianças, e a creche possibilita essa distração.

Agora, as desvantagens da creche:

  1. O bebê deve se adaptar ao que a creche estabeleceu como rotina. Isso pode ser bom, mas às vezes impõe ao bebê horários diferentes da sua rotina em casa. É o bebê que se adapta à creche e não o contrário. Isso pode estressá-lo.

  2. O contato com outras crianças aumenta a probabilidade de pegar doenças e com isso ter que se afastar temporariamente da creche.

  3. O bebê não socializa antes dos dois ou três anos. Na creche ele não brinca com as outras crianças, portanto não usufrui da riqueza da creche, que são as outras crianças, apesar de gostar de vê-las.

  4. Tirar o bebê de casa com qualquer condição climática.

  5. Não ter o olhar exclusivo da cuidadora. Ela se dividi entre todas as crianças que irá atender.

  6. As brincadeiras não se dão “olho no olho”, pois não existe exclusividade. Isso pode ser uma vantagem mais tarde, mas enquanto se é bebê, o estímulo exclusivo dá respostas mais favoráveis em termos de desenvolvimento.

As vantagens da babá

  1. Poupar a criança de sair todos os dias de casa, pegando frio ou chuva.
  2. A rotina do bebê que foi estabelecida pelos pais é mantida.
  3. Evita pegar doenças transmitidas por outras crianças.
  4. As condições de higiene são mais controladas, pois os brinquedos, trocador e a cama, são somente do bebê.
  5. Ter uma babá que brinque e olhe exclusivamente para o bebê, podendo estimulá-lo adequadamente, respeitando seus gostos e preferências.
  6. Em caso de atrasos ou outros imprevistos dos pais, a babá pode ser solicitada para ajudá-los.

          E as desvantagens das babás

 

1.A família depende de uma pessoa. Se essa pessoa tiver problemas, a família não terá a quem recorrer.

 

2.A babá fica sozinha com a criança e, acontecendo alguma coisa, geralmente, não tem como dividir a responsabilidade.

3.Dependendo do lugar onde a família mora, ficar todo o dia na casa pode ser tedioso, além do ambiente ter que ser adaptado a uma criança.

4.Dependendo das condições econômica da família, pode ser oneroso ter uma babá.

      

A partir dessas colocações, os pais devem pensar bem em qual alternativa melhor contemplaria as suas crenças e os seus valores. Muitas vezes também essa opção é imposta aos pais por alguma situação externa e que vai contra a sua vontade como por exemplo:

“ Prefiro a creche, mas meu filho adoece muito. Não tenho opção, terei que ter babá”

“ Prefiro babá, mas não tenho condições econômicas de arcar com os custos de uma boa babá”

“Prefiro a creche, mas não consigo chegar a tempo e não disponho de nenhuma creche com fácil acesso”

“Prefiro babá, mas meu apartamento é pequeno e não tem espaço para o bebê brincar, acho que ele irá se chatear de ficar em casa”

“Prefiro babá, mas não consegui achar uma que me deixasse segura”.

Quando a situação externa se impõe, cabe aos pais aceitar e organizar da melhor maneira possível, mas quando as duas possibilidades existem, é muito importante a discussão e reflexão dos pais.

Como selecionar uma babá com segurança? Parte 2

                                           Como referimos no último artigo, se eliminamos 80% das babás por telefone, o que fazer com as 20% que me interessaram? Então pensamos em alguns critérios.

 

1) Experiência: Eu me interessaria pelas babás com experiência em outra casa de família, desde que a família tenha assinado a carteira,e a babá tenha completado pelo menos dois anos de serviço. Diante dessa colocação,  ( raríssima por sinal), aconselho a pegar o telefone da ex-patroa e o telefone da candidata e dizer que ligará em breve. Pode aproveitar e perguntar o motivo da saída e o que ela busca agora como pretensão salarial. Essa pergunta evita algum susto na entrevista presencial, pois a pretensão pode ser bem maior do que a família pensa em pagar.

Após verificar as referências, retorne a ligação e marque uma entrevista. Mas logo, pois outra família pode contratá-la rapidamente.

 

2) Experiência em escolinha e mais estabilidade: Se o tempo na escolinha for significativo, pergunte qual o motivo dela procurar como babá e releve se o motivo for financeiro. Geralmente as escolinhas pagam menos que as famílias, o que demonstra o total descaso do nosso País com a educação. É provável que essa candidata com o curso específico de babá, se torne uma ótima babá! Não esqueça de checar a referência com a dona da escola.

 

3) Ser uma boa pessoa: Aqui lidamos com um critério bem subjetivo. Analisar o carater da pessoa em uma entrevista não é possível nem para profissionais, mas aconselho que se use as sensações e percepções que temos da candidata. Use o seu sexto sentido! E escute o seu coração! Observe o que é dito nas entrelinhas e o jeito da pessoa que deve 'casar' bem com o jeito da família. Conselho: Faça mais de uma entrevista e faça a entrevista com mais alguém para vocês trocarem opiniões. Se quiserem, faça contato com a Babá Service, que nós fazemos a avaliação!

 

Se a candidata não tem experiência profissional como babá e nem em escolinha, mas por algum motivo você marcou a entrevista podemos pensar que essa pessoa expressa-se bem, coloca as suas ideias com clareza, talvez tenha uma idade que pelos teus critérios seja interessante, talvez more perto, o que é raro, mas muito bom! Enfim, em todas as regras, existem as exceções! Mande ela para o curso e pode ser que estejamos apostando numa excelente futura babá!

 

Concluindo

 

O trabalho de seleção, se bem feito, evita vários problemas futuros. Não encare essa etapa como perda de tempo e não deixe para a última hora.

Conte com a Babá Service se precisar!

 

Boa Sorte!

 

Alana

 

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Como selecionar uma babá com segurança? Parte 1

                                      Considerando que o casal tenha optado por ter uma babá para auxiliar nos cuidados do seu bebê, podemos nos questionar: 

Como vamos conseguir uma babá?

Como saber se ela será uma boa profissional?

Vamos por partes.

Primeiro a família precisa captar as candidatas, para depois avaliá-las, certo?

Na verdade, penso que, hoje em dia, ficou bem mais fácil a captação e bem mais difícil a avaliação da babá.

Por quê?

A captação ficou mais fácil porque temos as redes sociais para nos auxiliar. Quem busca uma profissional pode colocar para o seu(s) grupo(s) de amigos a sua necessidade e isso se tornará um meio de buscas.

Mas isso é o início do processo.

Claro que sugiro que essa solicitação, seja feita em grupos fechados, para ter mais segurança sobre quem terá acesso a informação. Pode ser exagero, mas alguém mal intencionado pode se aproveitar desse momento e se candidatar como babá, mas não sendo 'bem' babá.

Nunca anuncie em jornais!

Você irá perder um tempão no telefone, com pessoas que fogem completamente do perfil, a não ser que a família tenha uma pessoa para ficar atendendo o telefone,fazendo as perguntas básicas e separando as candiatas que interessam.

Não marque a entrevista na sua casa, a não ser que a pessoa indicada seja conhecida da família, como uma ex-babá de uma amiga próxima.

Se a família tiver alguém para fazer essa triagem por telefone, o que seria interessante perguntar?

Algumas dicas:

 

1) Já trabalhaste com crianças? Em casa de família ou escolinha?

2) Quanto tempo ficaste?

3) Qual sua idade? Tens filhos com quantos anos?

4) Onde tu moras?

5) Estás estudando? Qual a tua escolaridade?

 

Na minha experiência, essa conversa por telefone já elimina 80% das candidatas, infelizmente!!!

Quais são as respostas mais comuns por telefone:

"Eu tenho experiência; criei três filhos"

 

Comentário: É claro que criar três filhos é muita experiência, mas não é uma experiência profissional com crianças. Ela nos interessa em parte, pois, por um lado, imaginamos que seja uma pessoa que conviveu muito com crianças, melhor do que alguém que nunca tenha trabalhado com crianças e ainda não seja mãe. De qualquer maneira, sabemos que o jeito de criar, os costumes e a cultura são bem diferentes. Eu deixaria essa candidata numa lista de "talvez, quase não". E você? Deixe o seu comentário!

 

Outra colocação bem comum é: "Eu trabalhei em uma casa, tenho carta de referência, pois eles não assinaram a carteira"

 

Comentário: Pergunte por que não assinaram a carteira para poder ter elementos para eliminar ou deixar numa lista de espera. Aqui podemos ter vários motivos. Os mais comuns são: "eles não tinham condições", "eu fiquei pouco tempo","eu já sou aposentada".

Também não é incomum ouvirmos essa colocação:

"Nunca fui babá, mas quero mudar de ramo, adoro crianças e estão pagando bem"

 

Comentário: Perguntar se ela fez algum curso relacionado com crianças, pois se ela quer trocar de ramo é importante se qualificar. Sabemos que um curso não substitui a experiência, mas nos sinalizam o interesse real de mudança de ramo, pois existe investimento. Quando a questão é meramente econômica ('estão pagando bem'), geralmente a candidata não se preocupa em investir, pois ela quer 'fazer os omeletes, sem quebrar os ovos'.

 

Eu eliminaria quem, além de não ter experiência, ainda não se preocupou em se qualificar no novo ramo.

A frase 'estão pagando bem', no caso da babá, me causa desconforto.Todo mundo quer ganhar bem, mas sabemos que a motivação para se cuidar de crianças tem que ir bem mais além de ganhar bem;afinal, é um trabalho muito exigente e nada mecânico e nem rotineiro. O vínculo é intenso com a criança e a família, além de ter que lidar com os imprevistos e ter muita paciência.

A respeito da babá profissional, que já tem um currículo,penso que devemos pensar diferente quando feita a colocação de que "quer ganhar bem", pois essa babá já sabe do trabalho, da responsabilidade e da entrega que é cuidar de uma criança. Essa merece, pois já construiu a sua caminhada! Concordam?

 

Outra dica: dizer que "ama e adora criança" me sugere mais uma frase para agradar aos pais. Esperamos ser verdade, claro, mas o "amar crianças" não me dá indícios de que ela será uma boa babá.

Bom, eliminamos 80% das candidatas. E cabe perguntar: quais os 20% que mereceriam o meu tempo para uma possível entrevista pessoal?

Falaremos sobre isso no próximo artigo!

Obrigada

baba